Sudeste Asiático se aproxima da eliminação da malária, com casos reduzidos em dois terços desde 2010

Sudeste Asiático se aproxima da eliminação da malária, com casos reduzidos em dois terços desde 2010

O Sudeste Asiático está cada vez mais perto de riscar a malária do mapa. Segundo a Aliança dos Líderes da Ásia-Pacífico contra a Malária (APLMA), os casos na região caíram cerca de dois terços desde 2010, um avanço que especialistas descrevem como um dos mais consistentes da luta global contra a doença.


O progresso ganhou destaque no início de junho, quando representantes internacionais se reuniram com líderes regionais em Vientiane, no Laos, para discutir o que chamam de "última milha" da eliminação no leste da região. Vietnã, Camboja e Laos, países que vêm crescendo economicamente há décadas, registraram queda de 67% na transmissão da malária ao longo dos últimos 15 anos.


A APLMA atribui essa redução a três fatores principais: vigilância ampliada para detecção precoce, mais acesso a diagnóstico e tratamento, e anos de cooperação entre países vizinhos, algo essencial já que o mosquito transmissor não reconhece fronteiras.


O primeiro-ministro do Laos, Sonexay Siphandone, reafirmou aos delegados o compromisso do país em eliminar a malária até 2030. Não é só discurso: a transmissão nos três países já caiu para poucas centenas de casos por ano. Para que um território seja oficialmente declarado livre da doença, é preciso quebrar o ciclo de transmissão e incubação por três anos seguidos, algo que só havia acontecido recentemente no Egito. O ministro da Saúde do Laos, Baykham Khattiya, reconheceu o avanço, mas fez questão de dizer que o trabalho ainda não está concluído.


Nem todos os países da região caminham no mesmo ritmo. Mianmar e Tailândia enfrentam mais dificuldades por terem regiões de fronteira extensas e remotas, de difícil acesso para equipes de saúde.


Durante o encontro na APLMA, os líderes foram incentivados a manter o financiamento governamental para o combate à malária, já que a fase final da eliminação costuma ser a mais cara e complexa de todo o processo. Antes do Egito, o último país certificado pela Organização Mundial da Saúde como livre da malária havia sido Cabo Verde, nação insular na costa africana.


Fonte: Good News Network.


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